Mineração em Minas Gerais
- cmcapanema
- 5 de nov. de 2020
- 2 min de leitura

Hoje dou início a uma série de postagens sobre mineração em Minas Gerais.
Já se vão cinco anos do rompimento da barragem de rejeitos em Mariana e os problemas relacionados aos impactos não se resolveram. Vidas perdidas não se recuperam e os atingidos continuam sofrendo com problemas de toda ordem, desde questões financeiras a problemas emocionais.
Sou mineira, nascida na região central do estado, onde a exploração de minério se faz desde o século XVII e, como pesquisadora deste processo histórico, o que aconteceu em Mariana me tocou profundamente. Afinal, eu sabia que o desastre sinalizava um tipo de permanência na história. Não era a primeira vez que tragédias relacionadas à mineração aconteciam (há registros de desastres envolvendo mineração desde o século XVIII) e a de Mariana não seria a última, como sabemos agora. Jamais me esquecerei daquelas imagens e da revolta que me causaram.
Infelizmente, falar de natureza e sociedade é também falar de sua destruição.

As imagens aqui expostas são registros feitos em algumas viagens minhas pela região central de Minas, conhecida como Quadrilátero Ferrífero. Nesta região, a mineração está por toda parte.
A foto 1, registra a região de Catas Altas (Morro da Água Quente), onde a exuberante beleza dos contrafortes do Caraça se contrapõe às cavas de mineração. Neste lugar de mineração histórica, há registros de exploração que datam do século XVIII.
A imagem 2 é da rodovia que liga Belo Horizonte a Ouro Preto. A fotografia foi tirada em abril de 2019, quando esta operava de forma controlada pela ameaça de rompimento de barragem na região.
A foto 3 (abaixo) é um registro de exploração de minério de ferro nas margens da BR-040, entre Congonhas e Belo Horizonte.

Como citar este texto:
CAPANEMA, Carolina M. Mineração em Minas Gerias. Viçosa. 2020. Disponível em: <https://emtudovejonatureza.wixsite.com/inicio/post/mineracao-em-minas-gerais>. Acesso em: [Data de acesso].
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